Na última sexta-feira, o São Paulo obteve uma nova decisão favorável na Justiça, que negou o pedido da Feng para anular o contrato do clube com a Ticketmaster, responsável pela operação do programa de sócio-torcedor a partir do próximo ano.
A Feng havia solicitado a anulação do contrato, alegando que tinha prioridade para igualar propostas de outras empresas interessadas na gestão do programa. Em sua defesa, o São Paulo afirmou que o contrato permite rescisão unilateral com um aviso prévio de 180 dias, além de um pagamento de 15% da receita bruta mensal, sem a necessidade de oferecer à Feng a chance de igualar a proposta.
A Justiça confirmou que o contrato realmente prevê a rescisão unilateral, sem conceder à Feng o direito de renovação ou prioridade em uma nova parceria, como a que foi firmada com a Ticketmaster. Além disso, o pedido da Feng para que os valores devidos ao São Paulo pela Ticketmaster fossem depositados em juízo também foi negado. O clube deve receber R$ 140 milhões até o final do ano.
Com a decisão, a Feng não poderá mais solicitar uma liminar, e o processo seguirá seu curso normal até o julgamento final.
Recentemente, o São Paulo fechou um acordo com a Ticketmaster para que a empresa gerencie a venda de ingressos do Morumbi e o programa de sócio-torcedor. A gestora pagou R$ 30 milhões pelo uso do camarote 29A do estádio, e os outros R$ 110 milhões representam um empréstimo que o clube precisará devolver a partir da renda obtida com os jogos, com um limite de R$ 1,8 milhão por mês.
A Feng, que atua desde 2021 na gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, destacou que sob sua administração a receita anual do programa aumentou de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões. A empresa também ressaltou que o ticket médio subiu de R$ 31 para R$ 93,13, e a base de sócios cresceu de 12 mil para 44,6 mil.
A Feng reconheceu a necessidade de evolução do programa e afirmou que está trabalhando em uma agenda para melhorias em 2027, que inclui o lançamento de um aplicativo para sócios e a ampliação de benefícios. A empresa também lamentou a interrupção da parceria e a divulgação de informações contratuais confidenciais.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original