A Justiça do Rio de Janeiro restabeleceu os direitos políticos de John Textor na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. Em uma decisão que ocorre sob sigilo, o desembargador Luiz Eduardo Canabarro suspendeu, "até ulterior deliberação", as decisões arbitrais que haviam afastado Textor do comando da SAF. Além disso, a decisão assegura o retorno imediato de Textor aos órgãos deliberativos da SAF dos quais ele havia sido afastado e suspende as restrições aos seus direitos políticos.

No entanto, o Botafogo social considera que essa decisão é conflitante com o que foi determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o Tribunal Arbitral como competente para resolver a disputa na SAF do Botafogo no final de maio. Pessoas próximas a Textor, por outro lado, argumentam que não há conflito, pois, embora o Arbitral tenha sido designado como foro jurídico para a questão, ainda é necessário respeitar os princípios do contraditório.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve as deliberações do Arbitral que não impactam diretamente Textor. Em entrevista ao Globo Esporte, os advogados de Textor, Felipe Bresciani de Abreu Sampaio e Robert Guilherme da Silva Rodrigues Oliveira, confirmaram a informação e destacaram que a decisão está alinhada com os artigos 5º, incisos XXXV e LV, da Constituição Federal, que garantem o acesso à Justiça e o direito ao contraditório.

Textor foi afastado da administração da SAF do Botafogo por uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no final de abril. Desde então, a disputa pelo controle da SAF teve novos desdobramentos, incluindo a assinatura de um documento vinculante entre o Botafogo associativo e a GDA Luma, atual credora do clube, para uma futura venda da SAF, que ainda não foi finalizada.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original