A Justiça de São Paulo decidiu rejeitar a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, relacionada à contratação de uma empresa de segurança com recursos do clube. A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal, argumentou que a denúncia não atende aos requisitos necessários para o prosseguimento da ação penal.
O Ministério Público anunciou que irá recorrer da decisão. Além disso, pedidos de medidas cautelares, como bloqueio de bens e afastamento da presidência, foram igualmente negados.
Segundo a acusação, Stabile teria utilizado cerca de R$ 721 mil do Corinthians para pagar a empresa Bear Security, que prestou serviços de segurança para ele e possivelmente para seus familiares entre julho de 2025 e agosto de 2026. Contudo, a juíza ressaltou que a contratação foi aprovada pelo setor de compliance do clube, sendo uma prática comum e prevista no estatuto do Corinthians.
A magistrada destacou que a narrativa apresentada pelo Ministério Público não apresenta evidências concretas que comprovem a apropriação indevida de valores. Ela afirmou que os pagamentos à empresa foram realizados de forma regular, com notas fiscais e registros contábeis que demonstram a prestação dos serviços.
A juíza também enfatizou que uma possível irregularidade administrativa não configura, por si só, um crime. A análise sobre a necessidade e a forma de contratação de segurança deve ser tratada no âmbito da governança do clube, sem implicar automaticamente em apropriação indébita.
Por fim, a juíza concluiu que os elementos apresentados pelo MP são insuficientes para caracterizar qualquer desvio de recursos em benefício pessoal de Stabile. A contratação de segurança, embora passível de questionamento, não foi considerada crime.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original