A Justiça agendou para o dia 5 de outubro a primeira sessão do Tribunal do Júri que irá julgar os torcedores corintianos acusados pela morte de dois palmeirenses em um confronto ocorrido em 2012, na avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo.
No total, são 20 réus, mas neste primeiro momento, apenas dez corintianos, denunciados por homicídio, serão julgados. Os outros dez, acusados de formação de quadrilha, pertencem à torcida do Palmeiras e terão seu julgamento marcado para uma data posterior, que ainda não foi definida.
A decisão de dividir os julgamentos foi motivada pela quantidade de réus e por questões de segurança. Para evitar incidentes, foi determinado que réus e testemunhas não poderão comparecer ao tribunal com roupas ou acessórios que identifiquem suas torcidas. Quatro dias foram reservados para essa primeira etapa do júri, que se estenderá de 5 a 9 de outubro.
O confronto em questão ocorreu em 25 de março de 2012, quando torcedores do Corinthians emboscaram um grupo de palmeirenses que se preparava para um clássico. A agressão resultou nas mortes de André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira. Segundo o Ministério Público, o ataque foi premeditado e tinha como motivação a vingança pela morte de um torcedor corintiano em 2011.
O caso gerou uma série de desdobramentos, incluindo um episódio de violência em 3 de abril, quando um homem foi atingido por uma bala perdida durante um jogo entre Corinthians e Palmeiras, o que levou as autoridades a decidirem que os clássicos seriam realizados com torcida única, uma medida que permanece até hoje.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original