O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, comentou sobre a situação envolvendo o uso do Maracanã pelo Vasco, que irá enfrentar o Boca Juniors na semifinal da Sul-Americana. Boto, que se encontrava na Argentina para o jogo do Flamengo contra o Estudiantes, expressou sua preocupação com o estado do gramado do estádio, especialmente com o Flamengo jogando dois dias depois do confronto do Vasco.

"Preocupa pagar pela casa e outra pessoa usar a casa para fazer uma festa", afirmou Boto, referindo-se à gestão do Maracanã, que atualmente é compartilhada entre Flamengo e Fluminense. O contrato de concessão, assinado em setembro de 2024, permite que o estádio seja alugado para outros clubes e eventos, mas também estabelece que não pode haver favorecimento a nenhuma equipe.

O edital da licitação do Governo do Estado proíbe que a concessionária ofereça vantagens a um ou mais clubes, garantindo acesso igualitário ao estádio, desde que não haja conflitos de datas. Flamengo e Fluminense argumentam que essa cláusula permite que eles vetem jogos de outros times no Maracanã.

Além disso, o Vasco possui um acordo com Flamengo e Fluminense que garante a realização de jogos entre os três clubes no Maracanã até o final de 2026. O acordo também prevê que o Vasco pode realizar quatro partidas no estádio a cada ano, além dos clássicos.

A recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que permite o jogo do Vasco no Maracanã, foi criticada por Boto, que lembrou que a segurança do evento é uma preocupação, especialmente com um jogo de basquete programado para o mesmo local.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original