Jorginho Paulista, ex-lateral-esquerdo, viveu momentos únicos em sua carreira, tendo defendido as camisas de Vasco e Boca Juniors. Além de acumular títulos, ele também teve a oportunidade de desfrutar de baladas com Romário e Viola no Rio de Janeiro, além de festas de cúmbia com Riquelme em Buenos Aires. Em entrevista ao ge, Jorginho revelou que seu coração está dividido no confronto entre os dois clubes e comentou sobre suas experiências em ambos os vestiários.

“Eu vou colocar aquela camisa meio a meio. Se o Riquelme não estivesse como presidente lá, eu ia falar: ‘Pô, 100% Vasco’. Eu joguei no Boca, mas o Riquelme me abraçou de uma forma que ele não precisava”, contou Jorginho, que ainda fez uma brincadeira sobre ser convidado para um encontro entre os presidentes dos clubes, Riquelme e Pedrinho.

A relação com Riquelme permanece forte, e Jorginho recorda como foi acolhido ao chegar ao Boca, em 2001, em um elenco em transformação. “O principal jogador do time fazia questão de me levar para dentro da casa dele, de conhecer os familiares”, relembrou.

No Vasco, Jorginho também jogou ao lado de Pedrinho, atual presidente do clube, com quem conquistou importantes títulos e participou de uma virada histórica contra o Palmeiras na final da Mercosul. Ele se mostrou incomodado com a ideia de que a jogada que originou o quarto gol foi por sorte, afirmando que cada detalhe foi pensado.

Jorginho também compartilhou suas experiências fora de campo, mencionando saídas com Riquelme e Marcelo Delgado para ouvir cúmbia, um estilo musical popular na Argentina. “Fui umas três vezes para a balada com o Riquelme, com o Delgado, para ouvir cúmbia”, contou.

Durante sua passagem pelo Vasco, ele viveu momentos marcantes com Romário e Viola, destacando uma aventura em que escaparam da concentração para assistir a um ensaio da Unidos da Tijuca. “Com o Romário foi a experiência mais fácil, porque já estava tudo pago. Com o Viola foi a maior aventura que tivemos”, lembrou.

Para Jorginho, sua passagem pelo Vasco é motivo de grande orgulho. “Eu coloco o Vasco como um divisor da minha vida”, afirmou, destacando a representatividade do clube e suas conquistas. Ele também recordou sua trajetória no Boca, que incluiu um duelo histórico contra o River Plate.

Jorginho se adaptou ao estilo de jogo argentino, que considerou mais intenso e físico. Após a desvalorização do peso em 2001, ele decidiu retornar ao Brasil, transferindo-se para o Cruzeiro. Atualmente, Jorginho acompanha de perto os jogos de Vasco e Boca, celebrando a recuperação de ambos os clubes sob a liderança de amigos próximos. Sobre a Copa Sul-Americana, ele acredita que o Vasco tem mais chances de avançar. “O Vasco encaixou, está jogando bem”, finalizou.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original