O volante Jonas Sousa, conhecido como "Schweinsteiger do Sertão", relembra sua trajetória no futebol, que começou na periferia de Teresina. Em entrevista ao ge, ele compartilha como trocou o bônus do seu primeiro contrato profissional por uma moto, facilitando seu deslocamento para os treinos no Piauí.
Hoje com 35 anos e atuando pelo Operário-MS, Jonas comentou sobre a comparação com o ex-jogador alemão Bastian Schweinsteiger, campeão do mundo em 2014. Segundo ele, o apelido se deve mais à aparência do que ao estilo de jogo. "Era uma honra, um privilégio", afirmou.
Jonas começou sua carreira na Escolinha do Professor José Nunes e, posteriormente, passou pelo Fluminense do Piauí, onde enfrentava longos trajetos para treinar. Ao assinar seu primeiro contrato, optou por uma moto em vez do bônus, priorizando sua dedicação ao esporte.
Após se destacar no Comercial e no Sampaio Corrêa, onde ajudou a equipe a conquistar acesso à Série B, Jonas chamou a atenção de grandes clubes. Ele chegou a negociar com o Corinthians, mas a transferência não se concretizou. Em seguida, recebeu um convite de Vanderlei Luxemburgo para se juntar ao Flamengo, o que o deixou muito animado.
No Flamengo, além de ser chamado de "Schweinsteiger do Sertão", também recebeu o apelido de "Sarará". Jonas fez parte de um elenco que viveu momentos marcantes, incluindo a fase conhecida como "Bonde da Stella", embora ele tenha se mantido focado e centrado, evitando excessos.
Durante sua passagem pelo clube carioca, Jonas destacou-se em clássicos e participou de um período de reestruturação do Flamengo. Ele recordou uma conversa com o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, que previu grandes conquistas para o clube no futuro.
Após deixar o Flamengo, Jonas teve passagens por clubes como Ponte Preta, Dínamo de Zagreb e Coritiba, enfrentando desafios como a barreira da língua na Croácia. Ele também jogou no Al-Ittihad, na Arábia Saudita, antes de retornar ao Brasil para atuar pelo Bahia e Retrô, onde conquistou o título da Série D.
Atualmente no Operário-MS, Jonas continua em atividade e se dedica a orientar atletas mais jovens. Ele acredita que a formação e o cuidado com a carreira são essenciais para o sucesso no futebol.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original