A Corte Comercial da Inglaterra decidiu que John Textor, ex-proprietário do Botafogo, deve pagar US$ 99,6 milhões (equivalente a R$ 503 milhões) ao fundo Iconic Sports Management. A quantia se refere a valores relacionados à participação de Textor na Eagle Football, que inclui o Botafogo em sua rede de clubes.
A Iconic solicitou o valor investido, acrescido de juros anuais de 11%, que resultaram no montante da ação. Além disso, a Justiça determinou o pagamento de US$ 22.602,74, o que corresponde a R$ 111 milhões na cotação atual.
Em resposta à decisão, Textor, por meio de sua assessoria, afirmou que a sentença foi baseada em defesas que já haviam sido retiradas e que não deve ser considerada definitiva. A Iconic, por sua vez, celebrou a decisão, afirmando que os argumentos de Textor foram sistematicamente rejeitados em diversos tribunais.
É importante ressaltar que o Botafogo não está diretamente envolvido nessa ação judicial. A disputa diz respeito ao fundo Iconic, que alega ter valores a receber de Textor. O empresário, no entanto, busca recuperar o controle do clube, que deseja se desvincular de seu antigo proprietário e está alinhando uma venda para o fundo GDA.
A controvérsia entre as partes começou em 2022, quando a Iconic adquiriu 15,7% das ações da Eagle Football por US$ 75 milhões. Textor se comprometeu a recomprar essa participação caso a empresa não fosse listada na bolsa, o que não ocorreu. Em outubro de 2025, a Justiça britânica decidiu contra Textor, e sua tentativa de encerrar o processo foi rejeitada. Após um recurso, a Corte de Apelação permitiu que ele recorresse, mas em janeiro deste ano, o pedido foi novamente negado.
Textor ainda se posicionou sobre a audiência que ocorreu recentemente, destacando que a decisão favorável à Iconic não deveria ser considerada definitiva, uma vez que foi baseada em defesas já retiradas. Ele reiterou sua confiança em que a Iconic não terá direito ao cumprimento da obrigação quando o caso for analisado em sua totalidade.
A Iconic, por sua vez, comemorou a decisão do Tribunal, afirmando que chegou o momento de Textor cumprir suas obrigações contratuais.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original