O americano John Textor, afastado do comando da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, esteve presente em Brasília para assistir ao jogo da equipe contra o Internacional, que terminou em 2 a 2. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Textor afirmou: "Não sou mais o presidente. Estou disfarçado. Vou assistir a esse jogo com os torcedores. Você pode tirar o homem da presidência, mas não pode tirar o amor do homem pelo clube. Acho que ninguém vai me reconhecer."

O afastamento de Textor foi determinado pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e será revisado em uma nova audiência na próxima quarta-feira. Segundo os árbitros, algumas ações recentes de Textor podem causar danos irreparáveis aos acionistas e à comunidade de torcedores do Botafogo. Por conta disso, o Tribunal acatou um pedido da Eagle Bidco para afastá-lo de forma imediata.

A SAF do Botafogo se manifestou em nota, criticando a decisão do tribunal e afirmando que a medida avança sobre questões societárias, desconsiderando a vontade dos acionistas, que deve ser expressa em assembleia convocada regularmente.

O tribunal apontou duas decisões de Textor como determinantes para seu afastamento: a solicitação de recuperação judicial da SAF e a assinatura de um contrato que transfere a participação da Eagle Bidco na SAF para uma empresa nas Ilhas Cayman. A Eagle Bidco alegou que essa assinatura foi feita de maneira irregular, sem seguir as formalidades legais necessárias.

Com a saída de Textor, o ex-presidente Durcesio Mello assumiu a gestão interina da SAF. A Assembleia Geral Extraordinária da SAF, que estava marcada para ser convocada na próxima segunda-feira, foi cancelada. Textor havia assumido o controle do futebol do Botafogo em março de 2022 e, sob sua gestão, o clube conquistou títulos importantes, como a Libertadores e o Brasileirão de 2024. No entanto, a SAF enfrenta uma grave crise financeira nos últimos meses.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original