Os jogadores estrangeiros do Botafogo, carinhosamente chamados de "gringos", têm encontrado uma rede de apoio que vai além do campo. A adaptação a um novo país envolve desafios como a língua, a cultura e a rotina, e o clube tem se esforçado para facilitar esse processo.
A profissional Mayara Bordin atua como liaison, função que abrange desde o primeiro contato com os atletas até a ajuda em questões práticas, como moradia, cursos de idiomas e escolas para os filhos.
Atualmente, o elenco conta com 12 estrangeiros, entre eles Joaquín Correa, da Argentina, e Bastos, de Angola, que não estão nos planos do técnico Franclim Carvalho. Outros jogadores incluem Mateo Ponte, Ferraresi, Medina, Santi Rodríguez, Montoro, Barrera, Kadir, Villalba, além dos recentes reforços Lucas Monzón e Domingos Andrade.
Em entrevistas, Montoro e Medina destacaram a importância da convivência entre os jogadores estrangeiros para facilitar a adaptação dos recém-chegados. As interações em espanhol e o suporte de atletas mais experientes têm contribuído para tornar a transição menos desafiadora.
Medina, que saiu da Argentina pela primeira vez, ressaltou como a presença de outros hispanofalantes no elenco ajudou nesse processo. A familiaridade cultural e linguística tem sido um alicerce importante para a sua adaptação.
Além disso, a contribuição dos jogadores brasileiros, como Alex Telles e Marçal, é fundamental. Montoro enfatizou que a recepção calorosa das lideranças do clube ajuda os novos atletas a compreenderem a história e a cultura do Botafogo.
Para fortalecer o entrosamento, os jogadores estrangeiros mantêm um grupo no WhatsApp, onde compartilham informações sobre a cidade e organizam encontros, como reuniões para assistir aos jogos da Copa.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original