No empate sem gols contra a Universidad Católica, realizado no Chile, os jogadores do Cruzeiro expressaram sua insatisfação com a atuação da arbitragem. A principal queixa foi a expulsão de Keny Arroyo, que ocorreu logo no início do segundo tempo.
O equatoriano foi punido após pisar no pé de Zuqui. Inicialmente, o árbitro Andrés Rojas marcou apenas a falta, mas, após uma rápida conversa com o assistente Cristian Aguirre, decidiu aplicar o cartão vermelho. Fabrício Bruno criticou a decisão, mencionando um lance semelhante que ocorreu na primeira etapa, onde o juiz apenas aplicou um cartão amarelo. "O critério tem que ser usado para os dois lados. O juiz nem viu. Se dependesse dele, não teria dado nem amarelo, mas o bandeira quis ser o protagonista do jogo e chamou a responsabilidade. Ele não teve nem coragem de ver no VAR", afirmou.
O capitão Lucas Romero também se manifestou, defendendo que a expulsão de Arroyo foi injusta. "O juiz errou, e o VAR não corrigiu. Vemos lances muito mais fortes na competição que resultam apenas em cartões amarelos. A atuação do juiz foi equivocada", disse Romero.
Romero ainda comentou sobre a postura de Rojas, revelando que o árbitro ameaçou dar cartão a ele por tentar dialogar, mesmo sendo o capitão da equipe. "Eu sou capitão, tenho permissão para falar com ele, sempre com respeito. Depois de três lances, ele me disse que não queria mais ouvir minha voz", desabafou.
Com a expulsão, Arroyo ficará fora do próximo jogo contra o Boca Juniors, que pode ser decisivo para a classificação do Cruzeiro nas oitavas de final da Libertadores. Os jogadores Gerson e Matheus Pereira, que estavam pendurados, conseguiram evitar cartões amarelos durante a partida.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original