A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou uma investigação em relação ao cartão amarelo recebido por Lucho Acosta, jogador do Fluminense, durante o empate com o Bragantino por 1 a 1, ocorrido no dia 17 de julho. O alerta surgiu após um relatório que indicou um aumento anormal nas apostas relacionadas ao cartão do meia, levantando suspeitas de manipulação.

O atleta argentino, que nega qualquer irregularidade, poderá ser punido? O Globo Esporte traz os detalhes.

Na semana passada, a CBF notificou o Fluminense de forma sigilosa e, em seguida, encaminhou informações do caso às autoridades competentes e aos órgãos disciplinares do esporte para dar continuidade à investigação, um procedimento padrão em situações desse tipo.

O relatório inicial aponta a suspeita de manipulação no cartão amarelo recebido por Acosta na partida contra o Bragantino. Uma agência de monitoramento contratada pela FIFA irá fornecer um documento mais detalhado, que incluirá informações sobre o montante apostado, a localização das apostas e dados dos apostadores.

Esses dados serão essenciais para determinar se há envolvimento do jogador com as apostas. Posteriormente, o Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avaliarão a necessidade de apresentar uma denúncia.

Após a distribuição das informações pela CBF, o Ministério Público inicia sua investigação, decidindo se deve ou não prosseguir com o processo. Um caso semelhante ocorreu no ano passado, quando o MP denunciou o atacante Ênio, por manipulação de competição esportiva, após investigações sobre cartões amarelos recebidos por ele.

No STJD, o processo pode ser mais demorado. O relatório da CBF gera uma notificação de infração, e um inquérito é aberto, onde são solicitadas provas e informações a outras autoridades, como a Polícia Federal. O relator terá um prazo de 15 dias para definir se há indícios de infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Caso haja indiciamento, o caso será encaminhado à Procuradoria do STJD, que poderá oferecer a denúncia.

Importante ressaltar que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva estabelece um prazo de 60 dias para que a Procuradoria apresente uma denúncia. Se não houver denúncia nesse período, a punibilidade será extinta. O julgamento ocorre em uma das comissões do STJD, e, se condenado, Acosta poderá ser suspenso.

Enquanto a investigação está em andamento, Lucho Acosta está à disposição para atuar no próximo jogo do Fluminense contra o Bahia, marcado para quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original