O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) arquivou a investigação que analisava a suspeita de manipulação de resultados envolvendo Lucho Acosta, jogador do Fluminense. A apuração durou dois meses e meio, iniciada após um alerta sobre um volume anormal de apostas em um cartão amarelo que o meia recebeu durante o empate em 1 a 1 contra o Bragantino, realizado no dia 17 de julho, no Maracanã, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Após a investigação, o STJD concluiu que não houve indícios de benefícios relacionados à operação e, portanto, o atleta não será denunciado no tribunal desportivo. Embora o prazo de punibilidade tenha se encerrado, tanto o Fluminense quanto Lucho Acosta permanecem atentos ao caso, já que existe a possibilidade de prorrogação de 60 dias caso novos elementos surjam durante uma investigação cível.
Um exemplo recente é o caso de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, que também foi alvo de alertas sobre movimentações suspeitas em novembro de 2023. Embora o STJD tenha arquivado a situação, nove meses depois, o jogador foi investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, levando a Procuradoria do STJD a reabrir o caso. O tribunal pode revisar casos arquivados caso novos fatos sejam apresentados.
Durante os mais de dois meses de investigação, Lucho Acosta participou de diversas reuniões e depoimentos, sempre acompanhado pelos advogados do clube. O Fluminense se empenhou em apoiar o atleta, preocupado com uma possível queda de desempenho em um momento crucial da temporada. Além disso, o meia recentemente renovou seu contrato com o clube.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original