A Polícia Civil está próxima de avançar para a próxima etapa da investigação sobre os recentes escândalos que envolvem o São Paulo, incluindo o caso de corrupção relacionado ao camarote 3A, lavagem de dinheiro e outras irregularidades no clube social.

Após o ex-presidente Julio Casares optar por não depor, o ex-CEO Márcio Carlomagno é o último a ser ouvido. A força-tarefa afirmou que ele será notificado para prestar esclarecimentos. Com essa oitiva, a fase atual da investigação deve ser encerrada, a menos que novos fatos surjam. A próxima etapa envolverá a análise técnica das provas coletadas, incluindo documentos e perícias.

A 3ª Delegacia de Polícia Civil, encarregada do caso, já ouviu outras testemunhas e convocou indivíduos como Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Rita de Cássia Adriana Prado para depor. A força-tarefa destacou que o volume de dados obtidos é significativo, com a apreensão de um celular e pendrives durante as buscas, cuja propriedade permanece em sigilo.

O caso está sob a supervisão do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, que atua em conjunto com o Ministério Público. O delegado responsável, Tiago Fernando Correia, investiga possíveis irregularidades cometidas por diretores do clube durante a gestão de Julio Casares, que se estende de 2021 até janeiro de 2026.

Três inquéritos distintos estão em andamento, todos considerando o São Paulo como uma possível vítima. Além do caso do camarote, também são investigadas suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social, que ainda não resultaram em intimações.

Um áudio obtido anteriormente revelou a participação de Douglas Schwartzmann e Mara Casares em um suposto esquema que teria causado prejuízo ao clube. O áudio menciona a utilização do camarote no setor leste do estádio, conhecido internamente como “sala presidencial”, onde o direito de uso foi repassado a Rita de Cássia Adriana Prado, que teria vendido ingressos a preços elevados, como os R$ 2,1 mil na apresentação da cantora Shakira em fevereiro de 2025. O faturamento estimado apenas com o camarote 3A foi de R$ 132 mil.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original