O Internacional passou por dias turbulentos, culminando em uma eliminação para o rival na Copa do Brasil e, em seguida, uma derrota em casa para o Santos, que o deixou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O cenário é preocupante e vai além das quatro linhas.

Alessandro Barcellos, presidente do clube por seis anos, deixa um legado de incertezas, uma vez que as eleições estão marcadas para dezembro. Durante sua gestão, o Internacional acumulou uma dívida em torno de R$ 1,2 bilhão, e a situação só se agrava.

Além disso, o setor de prospecção de atletas enfrenta dificuldades e as categorias de base não têm conseguido revelar jogadores que possam ser vendidos por valores significativos. O clube está sem patrocinador master há quase oito meses.

No campo, a situação é ainda mais crítica. Após um milagre na temporada anterior, o time montou um elenco que demonstra fragilidades, com contratações questionáveis, como o zagueiro Félix Torres e o goleiro Matheus Cunha. A falta de uma identidade futebolística é evidente, e o clube está impedido de realizar novas contratações.

O técnico Paulo Pezzolano, que havia gerado alguma expectativa, tem enfrentado críticas por suas escolhas táticas nos últimos jogos. Após a derrota para o Santos, a diretoria decidiu pela continuidade do treinador, mesmo diante da má fase. A torcida, que já se mostrava preocupada, agora se questiona não se o clube será rebaixado, mas sim quanto tempo levará para retornar à elite do futebol brasileiro.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original