A reportagem da TV Globo fez uma visita ao estádio Atanasio Girardot e mostrou os estragos causados após a confusão que levou ao cancelamento do jogo entre Independiente Medellín e Flamengo, válido pela fase de grupos da Libertadores.
De acordo com a imprensa colombiana, as autoridades confirmaram que nove pessoas foram detidas, incluindo um menor de idade. Informações da Rádio Blu indicam que três torcedores foram levados para o Centro de Custódia Protetiva, enquanto outros três foram autuados pela Polícia Metropolitana.
O canal RCN descreveu a situação como uma "vergonha mundial" e relatou que 113 cadeiras foram quebradas ou queimadas, além de danos em 13 pias, nove mictórios e um vaso sanitário nos banheiros. Também foram destruídas três câmeras de segurança, nove grades de alumínio, uma cabine de combate a incêndio e uma porta de acesso ao setor Norte.
A Comissão Disciplinar da Conmebol iniciou um processo para investigar o incidente, e o Independiente Medellín, como mandante, pode enfrentar punições, embora a confederação ainda não tenha solicitado as defesas dos clubes.
A confusão ocorreu em um contexto de insatisfação da torcida do Independiente Medellín, que protestou contra o desempenho da equipe. Antes do início da partida, os torcedores já demonstravam descontentamento com vaias. Durante o aquecimento, membros das organizadas apareceram vestidos de preto e com os rostos cobertos, e ao sinal do apito, começaram a lançar bombas e sinalizadores no campo.
Com o clima tenso, grades foram colocadas ao redor do campo. Torcedores do Independiente Medellín invadiram o gramado e começaram a arremessar essas grades. A arbitragem decidiu interromper a partida, que não chegou a completar cinco minutos de jogo, superando o tempo prudencial de espera de 45 minutos estipulado pela Conmebol.
Após mais de uma hora de espera, foi anunciado o cancelamento da partida.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original