O Flamengo foi pego de surpresa com a decisão do Dínamo Moscou de cancelar a venda do jogador Plata. Thiago Lima, representante do clube, afirmou que o atleta será reintegrado, pois não apresenta lesões.

A venda, que estava avaliada em 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 60 milhões), era crucial para ajudar o clube a cobrir suas despesas na janela de transferências e no cotidiano. Com a desistência dos russos, a diretoria rubro-negra precisará buscar alternativas para manter a saúde financeira do clube, que ainda é considerada confortável.

O Flamengo já havia enfrentado um déficit de R$ 33 milhões no primeiro semestre, o que gerou questionamentos sobre a transparência na execução orçamentária. Além disso, o clube estipulou uma meta de arrecadação de R$ 250 milhões em vendas de jogadores para a temporada, mas, sem o recurso que viria da venda de Plata, a previsão atual é de cerca de R$ 114,4 milhões.

Entre as vendas realizadas até agora, destacam-se: Victor Hugo (R$ 13,4 milhões), Iago (R$ 7,3 milhões), Ryan Roberto (R$ 56 milhões), Da Mata (R$ 1,5 milhão) e Wallace Yan (R$ 36,2 milhões).

Apesar do desconforto gerado pela desistência do Dínamo, o Flamengo não planeja desfazer as contratações de Anthony Valencia e Joaquín Freitas, que custarão cerca de R$ 76 milhões, pagos de forma parcelada ao longo dos próximos três anos.

O Dínamo Moscou justificou a recusa na contratação devido a uma tendinite no joelho direito de Plata, que o afastou de partidas importantes. A avaliação do Flamengo, no entanto, é de que o jogador estava em plena atividade e não apresentava problemas sérios. A discordância sobre o diagnóstico pode levar a diretoria a considerar medidas contra o clube russo.

Com o fechamento das principais janelas de transferência na Europa, é improvável que Plata seja negociado novamente neste momento. O clube entende que a desvalorização do atleta pode dificultar um novo negócio nas mesmas condições que foram inicialmente propostas.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original