O meio-campista Gustavo Scarpa, do Atlético-MG, anunciou uma novidade no caso de criptomoedas que envolve o jogador Willian Bigode. Em suas redes sociais, Scarpa comemorou o avanço no processo judicial e fez uma brincadeira ao afirmar: "Agora é orar".

Scarpa revelou que, após três anos e meio, todos os réus foram devidamente citados no processo. Ele compartilhou um áudio de Willian Bigode, que prometeu resolver a situação. "Acho que agora vai, hein. Agora é orar", disse Scarpa em sua postagem no Instagram.

Recentemente, a Justiça negou um recurso da defesa de Willian Bigode, que tentava contestar a citação de outros réus. A empresa WLJC, envolvida no caso, argumentou que dois réus foram citados por edital, ao invés de pessoalmente. O processo seguiu seu curso normal e os outros réus foram citados publicamente.

A expressão "agora é orar" ganhou destaque quando o caso veio à tona. Em mensagens reveladas pelo programa Fantástico, Willian explicou os desafios enfrentados para recuperar o investimento em criptomoedas. "Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. A questão que agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no Senhor", disse ele em um áudio.

No início de 2023, o Fantástico divulgou que Scarpa e Mayke investiram cerca de R$ 10,4 milhões em criptomoedas em uma empresa indicada por Willian Bigode. O trio se conheceu durante o período em que jogava pelo Palmeiras. Os valores deveriam ter sido resgatados em 2022, mas isso não ocorreu, levando Scarpa e Mayke a acionarem a Justiça para recuperar o montante. Scarpa registrou um investimento de R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke aportou mais de R$ 4 milhões na empresa Xland Holding Ltda., que prometia retornos de 3,5% a 5% ao mês. O juiz do caso indicou indícios de pirâmide financeira.

Ambos os jogadores relataram que realizaram o investimento por indicação de Willian Bigode, que é proprietário da empresa WLJC Gestão Financeira. Em 2024, Scarpa conseguiu o bloqueio dos salários de Willian Bigode, que na época estava no Santos. No início do ano passado, a Justiça deu ganho de causa parcial a Mayke para recuperar o valor investido.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original