Guilherme Alves, ídolo do Atlético-MG e atualmente diretor técnico do clube, viveu um episódio curioso durante sua passagem pelo Grêmio, há quase 30 anos, que se tornou parte do folclore do time. Em 1998, o jogador tentou deixar a concentração e acabou se machucando ao cair de um muro.
Contratado em 1997, vindo do Rayo Vallecano, da Espanha, Guilherme rapidamente se destacou ao marcar 12 gols em 14 partidas, ajudando o Grêmio a se manter na Série A. No entanto, em 1998, sua performance fora de campo chamou mais atenção.
No dia 17 de agosto, o atacante foi levado ao Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre com um corte na nuca, após ser abordado pela Polícia Militar. Enquanto o clube e seu empresário alegaram que o machucado era resultado de uma queda na escada durante uma brincadeira, o boletim de ocorrência indicava que ele estava na Avenida Carlos Barbosa, próximo ao estádio Olímpico, quando procurou a viatura policial.
Em entrevista ao podcast Benja Me Mucho, Guilherme admitiu que se machucou ao tentar escapar da concentração, classificando o incidente como um dos maiores erros de sua carreira. Ele recordou que, após ter consumido algumas bebidas, pulou o muro e acabou se ferindo. O técnico Celso Roth exigiu seu afastamento do clube, caso contrário, deixaria o Grêmio.
Após o episódio, Guilherme não voltou a jogar pelo Grêmio e foi negociado com o Vasco. Apesar da situação complicada, ele e Roth se reencontraram no Atlético-MG e no Botafogo mais tarde. Guilherme atribui parte dos problemas à sua adaptação em Porto Alegre, onde, com um alto salário, se deixou levar pelas tentações da vida noturna.
No ano seguinte, em 1999, Guilherme se destacou novamente, agora pelo Atlético-MG, onde se tornou artilheiro do Campeonato Brasileiro. Ele jogou pelo clube até 2002 e retornou em 2003, consolidando seu status de ídolo. A história de sua tentativa de fuga, no entanto, continua viva entre os torcedores gremistas.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original