O Conselho Deliberativo do São Paulo se reunirá na noite desta quarta-feira para deliberar sobre as reformas no Estatuto do clube. Os grupos políticos que apoiam o presidente Harry Massis manifestaram-se contrários às mudanças propostas.

Em uma nota oficial, os cinco grupos, que incluem Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo, argumentam que as alterações não devem ser feitas durante a gestão atual. Eles ressaltam que “mudanças dessa magnitude não devem ser apresentadas e votadas sem um prazo adequado”. A votação, que estava agendada para a segunda-feira da semana passada, foi adiada por essa razão.

A proposta de reforma inclui 54 sugestões de alterações, organizadas em 11 blocos. Um 12º bloco será dedicado à votação de uma “disposição transitória” que visa a realização de um estudo de viabilidade para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, destacou que a votação por blocos permitirá que os conselheiros aprovem apenas as propostas que concordarem, evitando contradições entre as mudanças.

As 12 categorias a serem votadas abrangem temas como Integridade, Governança, Transparência Financeira e Estudo de Viabilidade para a SAF.

A reforma visa, entre outras coisas, promover uma separação de poderes e aumentar a transparência na gestão do clube. As principais modificações propostas incluem a reestruturação do Conselho de Administração, que passaria a contar com nove membros, entre eles conselheiros e membros independentes, selecionados por uma empresa especializada.

Além disso, os conselheiros independentes precisariam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo, e a remuneração deles seria definida por este conselho, sem os limites atuais. A proposta também sugere que o departamento de compliance fique subordinado ao Conselho de Administração, ao invés da diretoria executiva.

Outras mudanças incluem a eliminação de conflitos interpretativos em artigos do Estatuto, a exigência de que ao menos um membro do Conselho Fiscal seja formado em Ciências Contábeis e a ampliação dos poderes do Conselho Fiscal para solicitar informações à diretoria.

Se a reforma for aprovada pelo Conselho Deliberativo, ainda precisará passar pela Assembleia Geral dos sócios e só poderá ser implementada na próxima gestão.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original