O gerente operacional Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, continua a exercer suas atividades no Corinthians, apesar das declarações do presidente Osmar Stabile, que afirmou publicamente que ele não era funcionário nem ocupava cargo na instituição.
Documentos obtidos pelo Globo Esporte revelam que Fernando enviou ofícios e e-mails à Polícia Militar solicitando escoltas em abril e maio deste ano. Isso ocorreu mesmo após Stabile ter convocado a imprensa para se defender de informações que indicavam que uma empresa registrada em nome de Fernando recebeu R$ 676 mil do Corinthians entre setembro e outubro do ano passado para prestar serviços de segurança, sem contrato assinado ou autorização da Polícia Federal.
Em nota oficial, o Corinthians reiterou que Fernando não possui vínculo empregatício e que suas atuações foram pontuais e voluntárias. Fernando não respondeu às tentativas de contato da reportagem.
Em 19 de abril de 2026, Fernando enviou um e-mail ao 31º Batalhão de Polícia Militar solicitando escolta para a equipe do Corinthians durante uma viagem para um jogo da Copa do Brasil. Na mensagem, ele se apresentou como gerente operacional do clube e mencionou o presidente Stabile. Além disso, em 23 de abril, ele também pediu apoio da PM para a escolta da equipe do Platense durante sua passagem por São Paulo.
Fontes próximas à situação informaram que Fernando é responsável pela segurança do CT Joaquim Grava desde a chegada de Stabile à presidência. Ele, que é ex-policial militar, costuma interagir com a Polícia Militar para solicitar escoltas, embora essa função também seja desempenhada pelo departamento de futebol.
Stabile, em uma entrevista, afirmou que Fernando não é funcionário e que, em um ofício datado de 26 de maio de 2025, concedeu a ele poderes para atuar em nome do Corinthians em questões administrativas operacionais. Após uma invasão na sede do clube, o presidente pediu a troca da equipe de segurança, o que levou Fernando a abrir uma empresa para contratar novos seguranças. Stabile reconheceu um erro administrativo na situação.
O presidente anunciou que afastaria o diretor administrativo, Fábio Soares, enquanto investigações do Ministério Público estavam em andamento, mas o diretor acabou renunciando ao cargo dias depois.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original