A negociação para a aquisição da SAF Botafogo está na fase final, com a GDA, empresa de Gabriel de Alba, realizando um aporte inicial de R$ 75 milhões, equivalente a 14,3 milhões de dólares. Esse valor visa ajudar o clube a enfrentar despesas urgentes neste mês.

Inicialmente, o aporte previsto seria de 25 milhões de dólares, a ser feito logo após a formalização da venda. No entanto, como o acordo não foi concluído antes das obrigações financeiras de julho, a GDA optou por antecipar parte do investimento. Ao todo, o montante a ser investido ao longo dos anos chega a 105 milhões de dólares.

Os recursos serão utilizados para quitar direitos de imagem dos atletas, além de cobrir os salários de julho, que têm vencimento no próximo domingo, e o depósito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). É importante ressaltar que ainda há pendências com os jogadores relacionadas aos direitos de imagem, que foram incluídos no plano de Recuperação Judicial.

Os representantes da GDA, assim como da Cork Gully, empresa britânica de reestruturação financeira, estão finalizando os detalhes da transferência de 90% das ações da SAF Botafogo. Neste momento, as discussões giram em torno do pagamento dos honorários dos advogados envolvidos no processo. O acordo estipula que a GDA assumirá as ações e, consequentemente, a dívida do clube, estimada em quase R$ 3 bilhões, sem a necessidade de pagamento à Eagle.

Esse movimento é semelhante ao que ocorreu na venda do Lyon para Michele Kang. Além disso, a GDA também prevê a amortização de parte da dívida com os associados.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original