A GDA Luma Capital, uma empresa especializada em investimentos em ativos em dificuldades financeiras, se posiciona como a principal candidata para adquirir a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A proposta da GDA, liderada por Gabriel de Alba, é de US$ 105 milhões, o que garantiria 90% das ações do clube carioca.
Recentemente, um acordo entre o Botafogo e a Eagle permitiu a entrada de novos investidores. A GDA, que já havia enviado sua proposta há algumas semanas, é conhecida por sua atuação em reestruturações financeiras, tendo sido fundamental na recuperação do Cirque du Soleil, que enfrentou sérias dificuldades financeiras em 2020.
Gabriel de Alba, que possui uma sólida formação acadêmica em finanças e economia, tem uma vasta experiência em reestruturações e recuperação de empresas. A GDA, além do Botafogo, já atuou em outros setores, como petróleo e entretenimento, sempre focando em transformar empresas em dificuldades em negócios rentáveis.
O investimento total no Botafogo pode chegar a aproximadamente US$ 130 milhões, considerando um empréstimo de US$ 25 milhões que a empresa se comprometeu a quitar para resolver pendências financeiras, incluindo a liberação do transfer ban do jogador Thiago Almada.
Embora a GDA tenha sido apresentada ao Botafogo por John Textor, a empresa busca atuar de forma independente e admite a possibilidade de colaboração com a Eagle/Ares, se necessário. As conversas entre a GDA e a diretoria do Botafogo têm avançado, com reuniões frequentes para alinhar os detalhes da proposta.
Outros fundos também demonstraram interesse em assumir a SAF, mas a GDA é a única que se mostrou disposta a administrar o clube a longo prazo. As propostas de aquisição serão apresentadas em uma reunião do Conselho Deliberativo do Botafogo, que decidirá sobre a escolha do novo investidor.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original