Nos últimos 30 dias, Ganso viveu uma reviravolta em sua trajetória no Fluminense. O ídolo tricolor, que está em sua oitava temporada no clube, quase deixou a equipe em maio, mas voltou a ser titular e se tornou uma peça-chave na vitória de virada por 3 a 2 contra o Palmeiras no último sábado.

Antes da Copa do Mundo, a dúvida sobre o futuro do jogador era constante, pois há três meses ele havia sido afastado da equipe em meio a negociações com outro clube. Na ocasião, Ganso optou por não jogar contra o Mirassol para não completar o 13º jogo e ficar livre para assinar com outra equipe. No entanto, as propostas não se concretizaram, e tanto o jogador quanto o Fluminense decidiram honrar o contrato até o fim de 2026.

Essa reconciliação ocorre em um momento crítico da temporada, especialmente com as dificuldades do time em termos de produção ofensiva. Ganso retornou à titularidade na partida contra o Botafogo, na penúltima rodada do Brasileirão, e correspondeu às expectativas. Porém, no jogo contra o Independiente Rivadavia, ele voltou ao banco devido à decisão do ex-técnico Luis Zubeldía de escalar três volantes, sem um meia de criação.

Após assumir interinamente o comando do Fluminense, Marcão decidiu apostar novamente em Ganso, que, além de ser titular, recebeu a braçadeira de capitão na ausência de Thiago Silva. O jogador teve um papel importante na movimentação ofensiva do time na partida contra o líder do Brasileirão, sendo aplaudido ao ser substituído no Maracanã.

Marcão justificou sua escolha: “Comecei com o Ganso porque ele controla o jogo, dita o ritmo. Era o momento de ter alguém que controlasse o jogo e diminuísse a velocidade da transição.”

Agora, Ganso deve ser novamente escalado no jogo decisivo contra o Independiente Rivadavia, que acontece nesta terça-feira, às 19h, no jogo de volta das oitavas de final, após um empate em 0 a 0 no primeiro confronto.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original