O goleiro Gabriel Delfim, de 24 anos, foi fundamental na classificação do Atlético-MG sobre o Santos nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Em uma atuação decisiva, Delfim defendeu três pênaltis e falou sobre os bastidores desse jogo heroico.

No tempo regulamentar, o Atlético venceu o Santos por 4 a 2 na Arena MRV, levando a partida para a disputa de pênaltis, onde o goleiro se destacou. Ele substituiu Everson, que se recupera de uma fratura no pé esquerdo, e seguiu o exemplo do titular, que é uma referência na posição.

Antes do jogo, Delfim e sua equipe estudaram cuidadosamente cada cobrador de pênaltis do adversário. Em entrevista à GaloTV, ele comentou: “Eu comentei com todos: se eu pego o primeiro pênalti, eu saio mais tranquilo. Na base, eu tinha muito costume de não comemorar, era mais tranquilo, mas no profissional, é totalmente diferente. Faço a primeira, saio mais tranquilo. Mas, depois que eu pego o segundo, eu já enlouqueço, já fico muito feliz.”

Na disputa de pênaltis, o Atlético converteu três cobranças, enquanto o Santos fez apenas uma. A euforia de Delfim foi tão intensa que, na comemoração, ele acabou dando um soco na trave. “Muita felicidade, depois do jogo, abracei o treinador. Mas também depois do terceiro pênalti, na comemoração, eu já não estava sentindo o meu corpo, dei um soco na trave, não senti minha mão, mas muito feliz”, relatou.

Apesar do momento de celebração, Delfim teve que passar pelo exame de doping após a partida, o que o impediu de aproveitar a festa com a família imediatamente. “Mas foi do momento ali (bater a mão na trave), foi tranquilo, é só felicidade mesmo depois do jogo. Depois do jogo fui pro doping. Que sorte (risos)! Depois de um jogo desse, tive que ir pro doping.”

Após o exame, ele conseguiu se comunicar com sua família, que estava ansiosa para compartilhar a alegria da conquista. “Todos emocionados ali com alguma conquista minha. E é o que me deixa feliz também, saber que eles ficam felizes desse jeito com alguma conquista minha.” Neste ano, Delfim já atuou em sete jogos pelo Atlético e continua como opção para o técnico Domínguez enquanto Everson se recupera.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original