A pressão sobre o trabalho de Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, aumentou após a goleada de 6 a 1 sofrida no Peru e a derrota por 1 a 0 para o Vitória no último domingo. A diretoria do clube está em conversas para decidir se ele permanece no cargo até o jogo de volta contra o Cienciano, na próxima quinta-feira, mas ainda não há uma decisão definitiva.

Franclim, que assumiu o Botafogo em um momento conturbado, com crise política e financeira e uma sequência de maus resultados, conseguiu criar um bom relacionamento com o elenco. Essa relação foi um fator positivo em sua permanência, especialmente após uma proposta do Vasco, que ele recusou ao saber que fazia parte do novo projeto da GDA, investidora da SAF.

No entanto, as atuações insatisfatórias da equipe após a Copa do Mundo e decisões polêmicas, como a escalação contra o Cienciano e a substituição de Huguinho por Júnior Santos no jogo contra o Vitória, geraram críticas internas. Além disso, relatos indicam que Franclim tem se mostrado mais rígido nas últimas semanas.

A decisão sobre a continuidade do treinador será tomada por figuras-chave do clube, incluindo o diretor-geral da SAF, Eduardo Iglesias, e Gabriel de Alba, representante da GDA. O presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, e o diretor de futebol, Léo Coelho, também participarão da deliberação. Nos bastidores, Rodrigo Bellão, atual técnico do sub-20, é considerado um possível substituto para o cargo, caso a demissão ocorra antes do jogo decisivo na Sul-Americana.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original