Em entrevista ao podcast português Linha Lateral, Franclim Carvalho, ex-técnico do Botafogo, compartilhou as dificuldades que encontrou durante sua passagem pelo clube. O treinador destacou as adaptações necessárias ao modelo de jogo e a situação do elenco ao assumir o time.

Carvalho revelou que chegou ao Botafogo com o mercado de transferências fechado e sem jogadores com as características desejadas para atuar pelos lados do campo. Para contornar essa situação, ele buscou alternativas dentro do próprio elenco e nas categorias de base. Um exemplo foi a integração de um jogador do sub-20 para que Matheus Martins pudesse atuar mais aberto.

“Sou muito teimoso. Não me importa se o campo é sintético ou natural, se jogo às 11h da manhã no Brasil ou se enfrento o Internacional em um dia frio em Porto Alegre. O que tentamos implementar dentro do 4-4-2 foi essa ideia. Enfrentamos a dificuldade de não ter um 'extremo' com as características que precisávamos ao chegarmos, então ajustamos às características dos jogadores”, explicou.

Franclim também comentou sobre a estrutura das categorias de base e a distância entre o time sub-20 e o profissional. Ele observou que houve uma grande evolução no trabalho da base desde a chegada da SAF ao clube. “O sub-20 do Botafogo tinha cerca de 34 jogadores e o calendário competitivo é muito denso, podendo chegar a 50 jogos por temporada. O 'gap' para a equipe principal é significativo. Antes da SAF, a formação era quase inexistente, mas agora, desde 2024, a diferença é notável”, afirmou.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original