A trajetória da Seleção Brasileira está intimamente ligada ao Fluminense, que foi o cenário dos primeiros jogos, gols e conquistas da equipe nacional desde 1914. Neste sábado, o Brasil iniciará sua participação na Copa do Mundo enfrentando o Marrocos, e o ge destaca a relevância do clube tricolor na formação da Seleção.
A estreia da Seleção ocorreu em 21 de julho de 1914, no Estádio das Laranjeiras, onde cerca de três mil espectadores assistiram à vitória de 2 a 0 sobre o Exeter City, um time da terceira divisão inglesa. Os gols foram marcados por Oswaldo Gomes e Osman. Em 1919, com o objetivo de modernizar as Laranjeiras, o Fluminense construiu arquibancadas, transformando o local na primeira casa da Seleção, que sediou todas as partidas do Sul-Americano daquele ano, onde o Brasil conquistou seu primeiro título oficial.
No Sul-Americano de 1919, Brasil e Uruguai terminaram empatados em pontos, levando a uma partida de desempate. Na final, realizada em 29 de maio, Friedenreich marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, garantindo o primeiro troféu da Seleção.
Preguinho, um ídolo do Fluminense, também fez história na Seleção, sendo o primeiro capitão e autor do primeiro gol brasileiro em Copas do Mundo, na derrota para a Iugoslávia em 1930. Além do futebol, Preguinho se destacou em diversas modalidades esportivas, sendo o segundo maior cestinha da história do Fluminense no basquete.
O Fluminense também esteve presente em momentos polêmicos, como quando Píndaro foi o primeiro jogador a pedir dispensa da Seleção às vésperas da Copa de 1950, discordando de métodos do técnico Flavio Costa.
Ao longo de sua história, o Fluminense teve seis jogadores campeões mundiais com a Seleção Brasileira, sendo Carlos Castilho o maior ídolo, com dois títulos em 1958 e 1962. Branco, que foi campeão em 1994, foi o último jogador tricolor a conquistar a taça. Em 2002, o Brasil venceu a Copa do Mundo sem jogadores do Fluminense na equipe.
Os jogadores do Fluminense que participaram de Copas do Mundo incluem: em 1930, Preguinho; em 1938, Batatais e Tim; em 1950, Castilho; em 1958 e 1962, Castilho novamente; e em 1994, Branco.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original