O Fluminense esteve muito próximo de conquistar uma nova virada épica na semifinal da Libertadores, ao vencer o Palmeiras por 1 a 0, com gol de Hércules, em partida realizada no Nubank Parque. No entanto, a equipe foi eliminada após a disputa de pênaltis, onde perdeu por 5 a 3, resultando em um agregado de 2 a 2.
Marcão, técnico do Fluminense, comentou sobre a escolha de Nonato para executar o primeiro pênalti, antes de Hulk, que também justificou sua posição como quinto batedor na disputa: 'Decisão da comissão'. A torcida tricolor, que havia sofrido por 15 anos até superar o trauma do vice-campeonato de 2008, reviveu a dor de ver a chance de ser campeão da América escapar de forma cruel.
O jogo de volta apresentou um roteiro semelhante ao da partida de ida, realizada no Maracanã, embora com erros e acertos invertidos. Marcão optou por manter a mesma escalação, exceto pela entrada de Hércules no lugar de Martinelli, que estava lesionado. A primeira etapa foi marcada pela posse de bola do Fluminense, que, apesar de controlar o jogo, não conseguiu criar muitas oportunidades. A única finalização em direção ao gol no primeiro tempo foi uma cabeçada que saiu para fora.
Na segunda etapa, após a saída de Millán, Marcão fez mudanças que melhoraram a recomposição do time, mas a eficiência ofensiva ainda não era satisfatória. O Palmeiras, por sua vez, cresceu na partida. A virada aconteceu aos 34 minutos, quando Samuel Xavier, que havia entrado no segundo tempo, tabelou com Hulk e assistiu Hércules para abrir o placar com um belo chute.
Após o gol, o Palmeiras buscou o empate, enquanto o Fluminense tentava explorar contra-ataques para evitar os pênaltis, mas sem sucesso. A responsabilidade de decidir quem avançaria à final ficou para a disputa de penalidades. Infelizmente, Nonato, um dos melhores em campo, acabou se tornando o alvo das críticas após sua cobrança.
Curiosamente, mesmo sendo a eliminatória em que o Fluminense mais mereceu avançar, a equipe se despediu da competição. Agora, restam sete jogos na temporada para buscar uma nova oportunidade de estar na Libertadores em 2027. Para superar o trauma de 2026, é necessário seguir em frente.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original