O Fluminense recebeu uma advertência de grau mínimo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANSREF) devido ao atraso no pagamento de parcelas de dívidas com clubes, funcionários e autoridades públicas.
A diretoria do clube não conseguiu resolver os atrasos até o prazo estipulado, que era 28 de fevereiro de 2026. Essa infração foi reconhecida na Declaração de Solvência apresentada pela gestão, o que serviu como atenuante por ser considerada uma auto-denúncia.
A primariedade e as medidas atenuantes adotadas pelo Fluminense contribuíram para minimizar a gravidade da situação. Em nota, o clube afirmou: "Conforme notado pela própria ANSREF em sua manifestação, o Fluminense tem feito todos os esforços para adequação às novas diretrizes estabelecidas pelo Fair Play Financeiro. Os problemas apontados já foram endereçados e o clube acompanha atentamente o andamento para conclusão dos casos."
A defesa do Fluminense solicitou o arquivamento da advertência ou, no máximo, uma única advertência pública. No entanto, a agência decidiu manter a sanção. Caso o clube não comprove a regularização total até a próxima data de corte, enfrentará uma nova punição, que será mais severa.
A decisão pode ser contestada em um prazo de dez dias úteis, que se encerrou na última quarta-feira. A ANSREF, criada em novembro de 2025, atua como um órgão independente para fiscalizar o Fair Play Financeiro no Brasil e já puniu outros clubes, como São Paulo e Grêmio, que enfrentaram infrações mais sérias.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original