Na última terça-feira, o Flamengo, em uma reunião do Conselho Deliberativo na Gávea, decidiu renovar o contrato de patrocínio com a Shopee por mais uma temporada. A marca da empresa de comércio eletrônico de Singapura seguirá estampada nas mangas das camisas dos times masculino, feminino e sub-20 até o final de 2027, com um valor de R$ 14 milhões por ano.
A informação, inicialmente divulgada pelo site UOL, foi confirmada pelo ge. O novo acordo representa um aumento de R$ 1 milhão em relação ao patrocínio anterior e inclui um reajuste no percentual de ganhos com a venda de produtos do programa de afiliados da patrocinadora, que passa de 5% para 8%.
O contrato foi aprovado por 287 conselheiros, com apenas dois votos contrários e duas abstenções. No entanto, o clima tenso da reunião não se deveu apenas à aprovação do patrocínio, mas também à situação financeira atual do clube, que projeta um déficit para 2026 e já havia sido alvo de críticas em encontros anteriores do Conselho de Administração.
O ex-presidente Rodolfo Landim, que conseguiu retornar à vida política do Flamengo após ser expulso pela gestão atual, questionou o presidente Bap sobre como a diretoria pretende honrar as premiações aos jogadores caso vençam o Campeonato Brasileiro.
Durante a reunião, quando Landim se preparava para se pronunciar, Bap se retirou do salão, marcando a primeira vez que não discursou em uma reunião do Conselho desde que assumiu a presidência no ano passado. Essa ausência gerou surpresa entre os quase 300 conselheiros presentes e levantou questionamentos nos bastidores da Gávea.
A diretoria, por sua vez, defendeu a situação financeira do clube, apresentando um balancete do terceiro trimestre de 2026, que foi divulgado recentemente. A atual gestão afirma que as receitas recorrentes cresceram e que os índices de endividamento permanecem em níveis controláveis, apesar de algumas frustrações nas receitas e dos investimentos realizados no futebol.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original