O Flamengo divulgou seu balancete referente ao período de janeiro a março de 2026, revelando um investimento recorde de R$ 469 milhões, o maior já registrado pelo clube em um único trimestre. Esse montante inclui a compra de direitos econômicos, luvas, intermediações e renovações de contrato.
Uma parte significativa desse investimento foi direcionada à aquisição de Lucas Paquetá, que foi comprado do West Ham, da Inglaterra, por 42 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 260 milhões na cotação de janeiro. Com impostos, luvas e taxas de intermediação, o custo total da transferência subiu para R$ 315,7 milhões.
Além de Paquetá, o Flamengo também contratou Vitão, vindo do Internacional, por um total de R$ 81,5 milhões, considerando o abatimento da dívida pela venda de Thiago Maia. Andrew, que estava no Gil Vicente, teve um custo total de R$ 34,7 milhões.
Em contrapartida, o clube gerou uma receita bruta de R$ 47 milhões com vendas, quase igual ao registrado no mesmo período do ano passado. As transferências incluíram R$ 25,6 milhões pela saída do atacante Juninho para o Pumas, R$ 10,7 milhões pela ida do meia Victor Hugo ao Atlético-MG e R$ 6,2 milhões pela venda do zagueiro Iago para o Orlando City.
A receita total do Flamengo foi de R$ 383 milhões, representando um aumento de 35% em relação ao primeiro trimestre de 2025. No entanto, o clube registrou um déficit de R$ 63,9 milhões, atribuído à amortização contábil de R$ 92,3 milhões dos direitos econômicos de jogadores adquiridos na janela de janeiro. Ao final de março, o Flamengo possuía R$ 70,5 milhões em caixa, sendo R$ 27,4 milhões sob a administração da Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do estádio Maracanã.
No documento intitulado "Relatório de Transparência Econômico-financeiro", o clube expressou confiança em sua situação financeira para o restante do ano, afirmando que está otimista quanto à continuidade do crescimento de receita e à geração de resultados positivos.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original