O Flamengo manifestou seu profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, uma lenda do basquete brasileiro, que faleceu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após passar mal em São Paulo. Oscar, que atuou pelo clube entre 1999 e 2003, é reconhecido como o maior cestinha da história do basquete e teve a oportunidade de realizar o sonho de jogar ao lado de seu filho mais velho, Felipe.

Em suas redes sociais, o Flamengo prestou homenagem ao ídolo: “O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda.”

Oscar teve uma passagem marcante pelo Flamengo, onde conquistou o bicampeonato carioca em 1999 e 2002, além de ser vice-campeão brasileiro em 2000. Ele disputou 219 partidas pelo clube, acumulando 7.241 pontos e uma média impressionante de 33 pontos por jogo. O jogador também se destacou como cestinha em todas as edições do campeonato estadual que disputou e em quatro Campeonatos Brasileiros.

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar se tornou flamenguista após suas conquistas no clube. “Eu sou flamenguista e corintiano. Já fui santista e Fluminense, mas virei a casaca porque ganhei títulos pelo Flamengo e pelo Corinthians”, afirmou.

Considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, Oscar detém o recorde de pontos em Olimpíadas. Ao chegar ao Flamengo, foi recebido por ídolos como Zico e Romário, que na época viviam uma polêmica devido ao corte na Copa de 1998. Oscar, fã dos dois, fez questão de registrar o momento com fotos e autógrafos.

Em 2002, aos 44 anos, ele teve a oportunidade única de jogar ao lado de seu filho Felipe, então com 16 anos, em uma partida contra Mogi. “Jogar no Flamengo não é para qualquer um. A torcida pressionando, fica em cima, mas valeu a pena. Gostaria de ter jogado mais. Flamengo para mim é tudo, foi a coroação da minha carreira”, declarou.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original