O Flamengo divulgou seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026, revelando um déficit de R$ 33,8 milhões e uma receita total de R$ 839 milhões. Este semestre marca o maior investimento em elenco da história do clube.
Segundo o relatório, o resultado negativo foi impactado pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões dos direitos econômicos dos jogadores, incluindo os contratados na janela de transferências de janeiro. O clube considera essa amortização uma consequência natural do investimento realizado.
Desconsiderando a movimentação de compra e venda de atletas, assim como os resultados do Mundial de Clubes de 2025, o Flamengo registrou o melhor desempenho financeiro dos últimos cinco anos. O clube investiu R$ 495,2 milhões em direitos federativos, um recorde para o período, destacando-se a contratação de Lucas Paquetá, adquirida do West Ham por R$ 315,7 milhões, além de Vitão, do Internacional (R$ 81,9 milhões), e Andrew, do Gil Vicente (R$ 34,7 milhões).
Em relação à dívida líquida com atletas, o Flamengo encerrou o segundo trimestre com R$ 304 milhões, uma redução em relação aos R$ 393,9 milhões do primeiro semestre, resultado dos pagamentos realizados e das vendas efetivadas.
A movimentação de jogadores gerou uma receita bruta de R$ 106,9 milhões no primeiro semestre, quase o dobro dos R$ 54,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Entre as vendas, destacam-se Ryan Roberto, negociado com o Shakhtar Donetsk por R$ 56,2 milhões, Juninho para o Pumas por R$ 25,6 milhões, Victor Hugo ao Atlético-MG por R$ 10,7 milhões e Iago para o Orlando City por R$ 6,2 milhões.
O mês de junho foi fechado com um caixa livre consolidado de R$ 127,8 milhões. Desse total, R$ 89,8 milhões estavam sob gestão direta do Flamengo, enquanto o restante era administrado pela Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do Maracanã. O caixa, embora tenha sofrido uma redução de R$ 63,9 milhões em relação ao final de 2025, permanece em um patamar considerado seguro para as operações do clube.
O endividamento operacional líquido (EOL) foi encerrado em R$ 280,2 milhões, apresentando uma queda de R$ 207,9 milhões em comparação ao pico registrado em 31 de março deste ano, reflexo dos recebimentos do trimestre e do pagamento de parte das obrigações assumidas na primeira janela de transferências do ano.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original