O Flamengo apresentou o balancete referente ao terceiro trimestre de 2026, que abrange os meses de julho, agosto e setembro. Com a janela de transferências já encerrada, o clube pôde confirmar um investimento total de R$ 667,7 milhões em contratações, um recorde em sua história.
No terceiro trimestre, o clube gastou R$ 172,6 milhões, incluindo novas contratações e renovações de contratos. Entre as aquisições, destacam-se os valores de Freitas, que custou R$ 66,7 milhões, sendo R$ 63,4 milhões destinados a luvas e ao River Plate, e R$ 3,3 milhões em comissões. Anthony Valencia, por sua vez, teve um custo de R$ 43,9 milhões, com R$ 40,9 milhões em luvas e pagamento ao Royal Antwerp, além de R$ 3 milhões de comissão.
A maior contratação do ano foi a de Paquetá, realizada no início da temporada, totalizando R$ 315,7 milhões, somando a transferência do West Ham, impostos, luvas e comissões.
As vendas de jogadores geraram uma receita bruta de R$ 174,7 milhões nos primeiros nove meses do ano, abaixo da meta de R$ 250 milhões, sendo o terceiro trimestre o mais lucrativo, com R$ 67,8 milhões. As principais vendas foram de Wallace Yan para o Bragantino, por R$ 30,7 milhões, e Lorran para o Sharjah FC, por R$ 6,7 milhões.
O Flamengo registrou um superávit de R$ 38,3 milhões no período, revertendo um déficit de R$ 33,8 milhões acumulado no primeiro semestre e fechando setembro com um saldo positivo de R$ 4,5 milhões, embora a expectativa seja de um fechamento do ano no vermelho.
A receita recorrente, excluindo as vendas de jogadores, cresceu 11,3%, alcançando R$ 1,17 bilhão, um recorde em comparação aos mesmos meses de anos anteriores. A receita total bruta chegou a R$ 1,34 bilhão, a segunda maior da história do clube nesse período.
O relatório destacou um crescimento em quase todas as linhas de receita, especialmente em licenciamento, patrocínio e publicidade, que teve uma alta de 42,9%, e nas operações de jogos, que cresceram 27,6%. O mês de setembro foi encerrado com R$ 84,1 milhões em caixa livre, sendo R$ 50,8 milhões sob gestão direta do Flamengo e R$ 33,3 milhões administrados pela Fla-Flu Serviços S.A.
O endividamento operacional líquido foi de R$ 376,1 milhões, uma redução de 23% em relação ao pico de R$ 488,1 milhões em março, mas com um aumento de 25,5% em relação ao segundo trimestre.
A diretoria do Flamengo, no relatório intitulado "Relatório de Transparência Econômico-financeiro", enviou uma mensagem à torcida: "A Nação Rubro-Negra pode seguir contando com um Flamengo que investe para vencer, sem abrir mão da responsabilidade e disciplina financeira que garantem sua solidez e sustentam sua grandeza, dentro e fora de campo".
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original