Na semifinal da CONMEBOL Libertadores, o Flamengo foi derrotado pelo Estudiantes nos pênaltis, após um empate sem gols. Com isso, o time argentino garantiu sua vaga na final, onde enfrentará o Palmeiras.
A partida no Maracanã trouxe à tona a velha essência da Libertadores, com o Estudiantes demonstrando um futebol pragmático e eficiente, mesmo sendo considerado tecnicamente inferior ao Flamengo. O time, sob o comando de Cacique Medina, conseguiu neutralizar as ações do clube rubro-negro, assim como já havia feito no jogo de ida.
Embora o Flamengo tenha terminado a partida com um jogador a mais, sua posse de bola não se traduziu em efetividade. Os rubro-negros conseguiram trocar mais de 600 passes, mas finalizaram apenas duas vezes ao gol, assim como o Estudiantes.
O Estudiantes, conhecido por sua forte tradição defensiva e um estilo de jogo que remonta aos tempos de Carlos Bilardo, mostrou que a estratégia pode superar a força financeira e técnica de adversários mais poderosos. A atuação do goleiro Fernando Muslera, que defendeu três pênaltis, foi fundamental para a conquista do time argentino.
Com essa vitória, o Estudiantes quebra a hegemonia que Palmeiras e Flamengo tentavam estabelecer no futebol sul-americano, trazendo um novo fôlego à competição. O desafio de clubes que se deparam com a força do Estudiantes é evidente, e a rivalidade entre os times da Argentina e do Brasil continua a se intensificar.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original