Flamengo e Fluminense, através da concessionária Fla-Flu Serviços S.A., apresentaram uma defesa na ação movida pelo Vasco, que busca a realização da partida contra o Vitória, válida pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. Os clubes argumentam que a recusa para o jogo na próxima quarta-feira se deve a um cronograma técnico de recuperação do gramado que foi definido antes do pedido do time vascaíno.

Além disso, afirmam que o acordo feito no ano passado, que permitiria ao Vasco utilizar o estádio, não possui validade por não ter sido assinado pela concessionária. A dupla destaca que o Vasco havia anunciado anteriormente que jogaria em São Januário e apenas solicitou o Maracanã oito dias depois, em 19 de agosto, quando a manutenção já estava em andamento. Segundo os administradores, a semana de 23 a 29 de agosto foi reservada exclusivamente para a recuperação do campo, impossibilitando sua utilização nesse período.

O Consórcio também menciona uma avaliação realizada em 29 de julho, que identificou um desgaste significativo do gramado devido ao uso intenso. Com base nessa análise, foi elaborado um cronograma pela empresa responsável pela manutenção, a Greenleaf. A defesa afirma que a interrupção das atividades entre 23 e 29 de agosto é essencial para a recuperação do campo, já que a partida entre Vasco e Vitória está agendada para o dia 26.

Os clubes ainda citam a preparação para o NFL Rio Game, que ocorrerá em 27 de setembro, e afirmam que a manutenção programada para agosto e setembro também atende às exigências da liga para o gramado do estádio.

Flamengo e Fluminense anexaram uma declaração do zagueiro Léo Pereira, que criticou as condições do gramado do Maracanã, ressaltando que o estado do campo impacta o desempenho dos jogadores. A declaração foi feita após a partida entre Flamengo e Cruzeiro, realizada em 19 de agosto, e reforça a necessidade de preservar a janela de recuperação já estabelecida pela equipe técnica.

Por fim, a defesa ressalta que o Memorando de Entendimentos, que estipulou o uso do Maracanã pelo Vasco em 2005 e 2006, não foi assinado pela concessionária, o que compromete sua validade. Embora o documento tenha sido assinado pelos representantes dos clubes, o campo destinado à assinatura da concessionária permaneceu em branco, o que, segundo Flamengo e Fluminense, torna o acordo sem efeito.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original