O Consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela gestão do Maracanã, protocolou uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de barrar o confronto entre Vasco e Boca Juniors no estádio. A medida foi tomada logo após uma decisão favorável ao Vasco, proferida pela Justiça do Rio de Janeiro.

O consórcio pediu uma suspensão de segurança, que será analisada pelo presidente do STJ, o ministro Luis Felipe Salomão. É importante destacar que Salomão é tio de Paulo Salomão, que deixou o cargo de vice-presidente geral da gestão de Pedrinho no final do ano passado.

Recentemente, a Conmebol notificou o Vasco e a CBF, informando que uma nova decisão judicial que impeça o uso do Maracanã resultaria na transferência da partida para o Paraguai.

A decisão que beneficiou o Vasco foi emitida pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto e publicada na manhã desta terça-feira. No último sábado, Suely Lopes Magalhães havia aceitado os argumentos do Consórcio Fla-Flu, que apontava riscos à segurança, já que um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo estava agendado para o Maracanãzinho na próxima terça-feira.

No entanto, o Vasco, com o apoio dos departamentos jurídicos da SAF e do clube associativo, liderados por Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, conseguiu reverter a liminar. O clube argumentou que não se pode comparar um jogo de semifinal continental com uma partida de basquete e acusou o Consórcio de má-fé.

Com a decisão, o Vasco retomou a venda de ingressos para o jogo, que já estão esgotados. Vasco e Boca Juniors se enfrentarão nesta terça-feira no jogo de ida das semifinais da Sul-Americana, às 21h30 (de Brasília), na Bombonera, com a volta marcada para a próxima terça-feira.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original