A superioridade técnica do Flamengo em relação ao Estudiantes é indiscutível, mas durante os mais de 180 minutos da semifinal da Libertadores 2026, isso não se traduziu em uma performance convincente. O time rubro-negro fez muito pouco para garantir a esperada classificação à final e acabou eliminado nos pênaltis. O goleiro Muslera destacou-se ao defender três cobranças. O empate sem gols reflete exatamente a atuação do Flamengo nesta série eliminatória. No primeiro jogo, o time não conseguiu chutar uma única bola no gol, e no segundo, diante de mais de 70 mil torcedores no Maracanã, a situação não foi diferente. Mesmo com um jogador a mais por 45 minutos, a equipe não conseguiu ser a mesma que costuma encantar. Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique falharam nas cobranças de pênalti.

Na escalação, Leonardo Jardim optou por Pedro no ataque e trouxe Jorginho de volta ao meio-campo, enquanto Saúl e Bruno Henrique iniciaram no banco. Arrascaeta foi novamente relacionado. Por sua vez, Alexander Medina escalou Marcos Rojo para formar uma linha de cinco defensores. Tobio Burgos recuava como ala pela esquerda sem a bola, e Joaquin Corrêa fez dupla de ataque com Carrillo.

Os primeiros momentos do jogo no Maracanã foram surpreendentes. O Estudiantes não esperou o Flamengo tomar a iniciativa e mostrou-se agressivo, dominando as segundas bolas e criando problemas para a defesa carioca. O Flamengo, com dificuldades de compactação entre meio e ataque, viu a zaga rechaçar os ataques argentinos, mas a bola caía em setores dominados pelos jogadores do Estudiantes. Rossi teve que fazer boas defesas em finalizações de Marcos Rojo e Baltasar Rodriguez, sendo que a segunda pegou na trave. Alex Sandro também salvou uma finalização dentro da pequena área.

O Flamengo parecia nervoso com a situação do jogo, errando muitos passes e acelerando jogadas desnecessariamente. Contudo, Paquetá e Pedro conseguiram criar uma boa jogada pela esquerda, mas Carrascal não aproveitou o cruzamento. Após os 20 minutos, o Flamengo conseguiu corrigir a compactação e começou a trabalhar a bola com mais paciência, embora ainda longe de criar chances claras. Pedro se destacou ao receber um passe elevado e servir Emerson Royal, que teve seu chute bloqueado. Em outra jogada, Pedro invadiu a área, mas o cruzamento não foi alcançado por Carrascal.

A defesa do Estudiantes se destacou com bloqueios na meia-lua e a presença constante de seus defensores. O Flamengo não acertou uma única finalização no gol nos primeiros 47 minutos. Medina teve que substituir Joaquin Correa, que se lesionou no primeiro tempo, por Tiago Palácios. O segundo tempo começou com o Flamengo circulando a bola de forma mais efetiva e retomando a posse rapidamente. Baltasar Rodriguez, do Estudiantes, foi expulso após receber o segundo cartão amarelo ao puxar Samuel Lino pela camisa.

Lucas Paquetá quase abriu o placar em uma cobrança de falta, mas Muslera fez a defesa. O Flamengo dominou a posse, mas não conseguiu criar oportunidades claras. Alexander Medina fez mudanças em sua equipe, enquanto Leonardo Jardim demorou para substituir jogadores desgastados. O Flamengo continuou a pressionar, mas não ocupava a área corretamente para aproveitar os cruzamentos ou realizar combinações efetivas contra a defesa argentina.

Nos pênaltis, o Estudiantes se saiu melhor, com José Sosa, Mancuso e Tiago Palácios convertendo suas cobranças. Cetré teve duas tentativas desastrosas. Muslera se destacou novamente ao defender as cobranças de Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique, enquanto Léo Pereira e Arrascaeta conseguiram marcar.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original