A procuradoria do STJD apresentou uma denúncia contra o Flamengo em razão das confusões ocorridas nas proximidades do Maracanã antes e depois do clássico com o Vasco, realizado no último dia 3. A partida, válida pelo Campeonato Brasileiro, terminou empatada em 2 a 2.

Como mandante do jogo, o Flamengo foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da responsabilidade de tomar medidas para prevenir e conter desordens em sua praça esportiva. O julgamento está marcado para quinta-feira.

A procuradoria solicitou a perda de mando de campo para o clube, com penas que variam de uma a 10 partidas, além de uma multa que pode oscilar entre R$ 100,00 e R$ 100 mil. Ambos os clubes também enfrentam uma denúncia pelo artigo 206, referente ao atraso no início da partida, o que pode resultar em uma multa de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto de atraso.

A decisão não terá impacto no jogo contra o Palmeiras, programado para o dia 23, uma vez que, se houver punição, o Flamengo poderá solicitar um efeito suspensivo. Mesmo sem a aceitação do pedido, o regulamento prevê um prazo de 10 dias para cumprimento da suspensão, o que significaria que apenas o confronto com o Coritiba precisaria ser remanejado.

Os incidentes ocorreram principalmente após o apito final, quando torcedores das organizadas Jovem Fla e Força Jovem Vasco entraram em confronto nas imediações do estádio. De acordo com a Polícia Militar, a briga começou na rampa de acesso à estação de metrô e se espalhou em direção à Favela do Metrô, alcançando a Rua Oito de Dezembro. Para controlar a situação, os policiais utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Vídeos gravados por testemunhas mostram cenas de violência. Um homem faleceu e outro perdeu a visão de um dos olhos após ser atingido por uma bala de borracha.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original