O Flamengo enfrentou o Estudiantes na Argentina e, assim como na Libertadores do ano passado, passou por dificuldades. Se em 2025 a classificação foi conquistada nos pênaltis, desta vez o empate sem gols deixa o rubro-negro a uma vitória simples de garantir presença em mais uma final continental. O resultado pode ser considerado favorável, apesar da fraca atuação da equipe carioca.

A produção ofensiva do Flamengo foi insatisfatória, enquanto os argentinos se destacaram na marcação. O nível técnico do time brasileiro ficou aquém do esperado. O Estudiantes, com um repertório limitado, quase conseguiu a vitória em várias oportunidades, principalmente em jogadas de bola parada e cruzamentos. Esses pontos devem ser analisados para o confronto da próxima semana, que acontecerá no Maracanã.

As escalações mostraram que o técnico Alexander Medina não pôde contar com o zagueiro titular González Pirez e o recém-contratado Marcos Rojo. Tomás Palácios, que poderia ter ajudado na defesa, também foi desfalque. Funes Mori foi o escolhido para a posição. No ataque, Tiago Palácios voltou de lesão, jogando próximo a Carrillo. Por outro lado, o treinador Leonardo Jardim escalou Emerson Royal e Bruno Henrique como titulares, deixando Varela e Pedro no banco. No meio-campo, Saúl e Lucas Paquetá entraram nas vagas de Jorginho e Arrascaeta.

No início do jogo, o Flamengo sabia que o estilo de jogo do Estudiantes era previsível, mas ainda assim teve dificuldades em neutralizar as jogadas dos anfitriões. Embora os primeiros 47 minutos não tenham gerado muitos perigos à meta rubro-negra, a equipe carioca precisou lidar com a pressão dos argentinos, que se aproveitaram de bolas alçadas na área. Léo Pereira teve um destaque ao salvar uma finalização de Tiago Palácios, que não estava em sua melhor forma. Santiago Núñez e Carrillo também trouxeram perigo em jogadas aéreas.

O Flamengo teve mais posse de bola, mas não conseguiu converter isso em oportunidades concretas de gol. A equipe se viu frequentemente em sua própria defesa, enfrentando cruzamentos e jogadas diretas dos adversários. Carrascal e Lino melhoraram um pouco o desempenho ofensivo na reta final do primeiro tempo, enquanto Emerson Royal e Alex Sandro se mostraram mais ativos.

Na segunda etapa, o Flamengo continuou lutando, mas os erros técnicos persistiram, dificultando a criação de chances e permitindo contra-ataques do Estudiantes. A pressão aumentou, e o time argentino chegou a assustar com chutes perigosos. O técnico Medina fez mudanças estratégicas, trazendo jogadores importantes de volta ao jogo, mas a situação não se alterou significativamente.

Com o passar do tempo, a pressão dos anfitriões se intensificou. O Flamengo fez suas substituições apenas nos minutos finais, buscando dar mais energia ao time. O empate deixa o Estudiantes com a missão de vencer fora de casa para avançar na competição.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original