O Flamengo está recorrendo a precedentes da Conmebol para argumentar a favor de sua vaga na final da Libertadores, especialmente após a eliminação na semifinal contra o Estudiantes, que teve a suposta escalação irregular de Marcos Rojo. O clube se apoia em casos anteriores, incluindo a eliminação do Santos em 2018.
Em 2017, a Conmebol informou à Chapecoense, minutos antes de um jogo contra o Lanús, que Luiz Otávio não poderia atuar devido a uma suspensão. A Chapecoense escalou o jogador, que marcou o gol da vitória, mas a entidade retirou os pontos do time brasileiro, resultando em uma derrota por 3 a 0.
Em outro caso, em 2018, o San Lorenzo reclamou da escalação irregular de Jonathan Requena pelo Deportes Temuco. A Conmebol acolheu a denúncia e atribuiu a vitória ao San Lorenzo, que avançou na competição.
Além disso, o Santos também foi punido em 2018 após a Conmebol alterar o resultado de um jogo contra o Independiente devido à escalação irregular de Carlos Sánchez. O empate foi transformado em derrota, resultando na eliminação do Santos.
Em 2019, o Defensor Sporting também se beneficiou de uma decisão da Conmebol, que alterou o resultado de um jogo contra o Barcelona SC por conta da escalação irregular de Sebastián Pérez.
Após a eliminação nos pênaltis, o Flamengo incluiu o caso de Marcos Rojo no processo do Estudiantes na Corte Arbitral do Esporte (CAS). O clube argentino escalou Rojo, mesmo ciente da possibilidade de contestação, após uma transferência complicada. O Flamengo afirmou que, se o jogador fosse escalado, reivindicaria os pontos da partida, conforme o artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê a perda de pontos em caso de escalação indevida.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original