O Flamengo inicia sua trajetória na Libertadores em Cusco, no Peru, um local que traz boas lembranças para o clube. Em 2008, o time rubro-negro obteve uma vitória expressiva de 3 a 0 contra o Cienciano, um feito notável considerando as dificuldades da altitude, que está a 3.350 metros acima do nível do mar.
Historicamente, o Flamengo tem enfrentado desafios em jogos em altitudes elevadas. Em 18 partidas disputadas acima dos 2.500 metros, o clube perdeu nove, empatou cinco e venceu apenas quatro. As vitórias ocorreram por placares apertados, como o 2 a 1 contra o Jorge Wilstermann em 1981 e o 1 a 0 contra o San José em 2019.
No entanto, a vitória sobre o Cienciano se destaca como a maior da equipe em altitude. Naquela época, o Flamengo era comandado por Joel Santana e contava com jogadores como Bruno, Léo Moura, e Renato Augusto. O ex-jogador Juan, que participou daquela partida, relembra a estratégia utilizada para lidar com a altitude e a dificuldade do jogo.
Embora o placar tenha sido elástico, a partida não foi simples. O Cienciano estava invicto em casa há nove meses e o primeiro tempo terminou em 0 a 0, graças a defesas decisivas de Bruno. No segundo tempo, Renato Augusto abriu o placar, seguido por mais dois gols, um deles marcado por Juan em uma falta nos acréscimos.
Juan, hoje diretor de futebol do Cosmopolitano, compartilhou algumas dicas para a equipe atual do Flamengo, que enfrentará o Cusco FC, antigo Real Garcilaso. Ele enfatizou a importância do controle e da estratégia em campo, especialmente em condições de altitude.
O jogo está marcado para acontecer no estádio Garcilaso de la Vega, e o Flamengo espera repetir o sucesso do passado contra um novo adversário.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original