Na última segunda-feira, o Flamengo realizou uma reunião do Conselho Deliberativo onde foi aprovada uma reforma no processo eleitoral do clube. Como parte dessa mudança, foi introduzido um Código Eleitoral e de Boas Condutas, que possui 23 páginas e foi anexado ao Estatuto, que também passou por atualizações. No entanto, a proposta de implementar o voto online foi deixada para um momento futuro.

A votação à distância nas reuniões do Conselho Deliberativo já é uma prática permitida desde maio do ano passado, mas a ideia de estender essa possibilidade para as eleições do Flamengo, sugerida por grupos políticos, foi considerada complexa pela Comissão Permanente Eleitoral. Eles afirmaram que a questão demanda uma reflexão mais aprofundada.

A comissão explicou que a discussão sobre a realização do voto presencial, remoto ou híbrido gerou intensos debates entre os conselheiros, e que, apesar do reconhecimento da importância do tema, não havia um consenso suficiente para incluir essa proposta na reforma sem comprometer os demais pontos do projeto.

O presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, havia prometido a votação remota durante sua campanha, mas seu plano não especificava a inclusão dessa prática nas eleições. O documento mencionava apenas o acesso e a votação remota nas reuniões do Conselho.

As alterações no Estatuto e a criação do novo código foram aprovadas por 80,6% dos 678 votos, que incluíram tanto votos presenciais quanto online. A diretoria do Flamengo comemorou a aprovação, destacando que o clube avança em sua governança com regras claras e maior transparência.

Entretanto, grupos de oposição expressaram preocupações, afirmando que a reforma reduz as atribuições do Conselho Deliberativo, que é composto por membros de diversas chapas, e aumenta o poder do Conselho de Administração, que é formado apenas por integrantes da chapa vencedora.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original