O Flamengo protocolou sua defesa em uma ação popular que solicita a suspensão do contrato com o Banco de Brasília (BRB). Recentemente, a Justiça do Distrito Federal decidiu pela suspensão temporária dos pagamentos relacionados a esse patrocínio. O clube alega que essa decisão resultou na não recepção de R$ 6,2 milhões do banco, quantia referente ao contrato anterior entre as partes.
Em seu documento, o Flamengo destaca que, devido à liminar concedida, o clube deixou de receber R$ 6.250.000,00 (seis milhões duzentos e cinquenta mil reais) que eram devidos pelo BRB, o que gera um impacto financeiro imediato e significativo, além de estresse no fluxo de caixa do clube.
No texto, que possui mais de 50 páginas, o Flamengo solicita a extinção do processo, argumentando que a ação se baseia em “recortes jornalísticos”, “especulações políticas” e carece de provas concretas de ilegalidade.
A ação popular questiona princípios como moralidade administrativa e economicidade do contrato, que está avaliado em mais de R$ 42 milhões. A autora da ação levanta preocupações sobre a situação financeira do banco, citando suspeitas de envolvimento em fraudes, e argumenta que os repasses ao Flamengo poderiam prejudicar o patrimônio público.
Em sua defesa, o Flamengo refuta o uso inadequado da ação popular, afirmando que não há evidências de ato ilegal específico ou de danos ao patrimônio público. O clube ressalta que especulações e curiosidades não são suficientes para comprovar ilegalidade contratual.
O Flamengo também argumenta que a manutenção da liminar cria um desequilíbrio, permitindo que o BRB utilize a marca do clube sem a devida compensação financeira. Assim, o clube pede a revogação da liminar e a confirmação da legalidade da parceria com o BRB.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original