O que deveria ser um dia especial para a família de Wilma, torcedora do Fluminense, transformou-se em um momento de pânico durante o jogo contra o Palmeiras, pela semifinal da Conmebol Libertadores. Wilma, de 63 anos, foi atingida por uma bomba arremessada por outro torcedor no setor sul do Maracanã, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0.

Juliana, filha de Wilma, compartilhou detalhes do episódio: “Foi tudo muito rápido. A bomba passou pelo braço do meu pai, fez um estrondo e atingiu a perna da minha mãe. Meu pai ficou desorientado e minha mãe gritava de dor”. Juliana descreveu o desespero da situação, enquanto tentava ajudar seus pais. “Fiquei tentando segurar meu pai para ele não desmaiar e, ao mesmo tempo, acudindo minha mãe”.

Com a ajuda de torcedores que estavam nas proximidades, a família conseguiu chegar até um socorrista. No ambulatório, Wilma e seu marido receberam atendimento médico e foram para casa antes do término do jogo. Juliana informou que sua mãe está lidando com ferimentos e um grande hematoma na perna, enquanto seu pai enfrenta o impacto emocional do incidente.

Wilma expressou sua revolta em relação ao ocorrido: “Sempre vou ao Maracanã com minha filha e nunca imaginei passar por uma situação assim. Mesmo com as revistas e o reconhecimento facial, alguém conseguiu entrar com uma bomba. É assustador”. Ela também refletiu sobre as possíveis consequências: “Fiquei pensando se tivesse pegado em uma criança”.

Juliana está considerando tomar medidas legais contra a Conmebol e o Maracanã, questionando como torcedores puderam entrar com explosivos no estádio. “Podia ter sido uma tragédia. O médico disse ao meu pai que eles tiveram sorte de não ter sido em outra parte do corpo. E havia muitas crianças ao nosso redor”, destacou. Apesar do ocorrido, Juliana reafirmou seu amor pelo Fluminense: “Vamos cobrar mudanças para que nenhuma outra família passe pelo que nós passamos”.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original