A negociação envolvendo a transferência de Allan, do Palmeiras para o Manchester City, poderá render ao Figueirense entre R$ 3,8 milhões e R$ 4,98 milhões inicialmente. Esse valor pode aumentar para até R$ 5,8 milhões, caso todos os bônus estipulados na negociação sejam alcançados. A incerteza reside no percentual que o clube catarinense receberá pelo mecanismo de solidariedade da FIFA.
O Manchester City pagará 40 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 240 milhões. Deste total, 37,5 milhões de euros são referentes ao valor fixo da transferência, enquanto 2,5 milhões de euros estão atrelados a bônus.
Conforme informações obtidas pelo ge, 5% dos direitos econômicos de Allan foram utilizados como garantia em uma operação financeira com o Athletico-PR. Considerando apenas o valor fixo da transferência, esse percentual representa cerca de R$ 11,3 milhões. O Figueirense informou que a maior parte desse montante será utilizada para quitar uma dívida com o clube paranaense, que gira em torno de R$ 8 milhões, resultando em um saldo de aproximadamente R$ 3,3 milhões para o clube.
Se todos os bônus forem pagos, os 5% referentes à transferência podem chegar a R$ 12 milhões, elevando o saldo do Figueirense para cerca de R$ 4 milhões. Além disso, o clube terá direito a uma parte da transferência por meio do mecanismo de solidariedade da FIFA, embora o percentual exato ainda não tenha sido definido.
Atualmente, existem dois cenários possíveis: o Figueirense pode receber 0,25% ou 0,75% do valor da transferência, dependendo do período de formação de Allan que for reconhecido. Se forem considerados três períodos de formação, o percentual pode chegar a 0,75%, resultando em aproximadamente R$ 1,68 milhão, podendo atingir R$ 1,8 milhão com os bônus. No cenário mais conservador, com apenas 0,25%, o clube receberia cerca de R$ 563 mil, podendo chegar a R$ 600 mil com os bônus.
Assim, somando o mecanismo de solidariedade ao saldo da operação com os 5% dos direitos, o Figueirense poderá arrecadar entre R$ 3,8 milhões e R$ 4,98 milhões inicialmente, com a possibilidade de alcançar entre R$ 4,6 milhões e R$ 5,8 milhões com o pagamento integral dos bônus.
A situação dos direitos econômicos de Allan começou a mudar no ano passado, quando o Palmeiras adquiriu 20 dos 30% que pertenciam ao Figueirense por R$ 1,6 milhão. Atualmente, considerando apenas o valor fixo da transferência ao Manchester City, os 20% negociados pelo Figueirense equivalem a aproximadamente R$ 45 milhões, podendo chegar a R$ 48 milhões com os bônus. Após a venda ao Palmeiras, restaram 10% dos direitos econômicos vinculados ao Figueirense, sendo que metade desse percentual está comprometida com o pagamento de credores.
O presidente da SAF Alvinegra, Eduardo Mafra, não confirmou as informações sobre a venda de 20% dos direitos de Allan ao Palmeiras, nem sobre os 5% vinculados a credores ou o percentual que caberá ao Figueirense pelo mecanismo de solidariedade da FIFA.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original