Guilherme Smith, um jovem de 23 anos, é um exemplo de superação no futebol. O ex-jogador da base do Botafogo passou por experiências que muitos atletas não vivenciam em toda a carreira. Ele deixou o clube antes de estrear no profissional para realizar seu sonho europeu.
Natural da base do Botafogo, Guilherme deixou o Brasil em 2021, aos 17 anos, e se transferiu para o Zorya, na Ucrânia. No entanto, sua trajetória tomou um rumo inesperado com o início da guerra. Para escapar do conflito, ele e outros jogadores caminharam cerca de 70 quilômetros em busca de segurança. Após essa difícil experiência, Guilherme conseguiu retornar ao Brasil e, posteriormente, se destacou na Europa.
Atualmente, ele defende o Union Saint-Gilloise, na Bélgica, onde vive um momento excepcional. Desde dezembro, participou de 29 jogos, contribuindo com quatro gols e duas assistências. Em entrevista, Guilherme relembrou sua passagem pelo Botafogo e os desafios enfrentados durante a guerra, além de compartilhar seus objetivos futuros.
Durante a fuga, Guilherme enfrentou momentos de grande tensão e incerteza. Sem o apoio do clube, ele e seus companheiros precisaram encontrar maneiras de escapar. “Foi um período muito difícil, porque eu só tinha 18 anos. Estava longe da família e sem muitos amigos. Quando a guerra começou, não sabia o que fazer”, relatou o atacante.
Após deixar a Ucrânia, Guilherme foi emprestado ao Braga, em Portugal, e mais tarde retornou ao Zorya para jogar como profissional. Sua passagem pelo Nõmme Kalju, na Estônia, foi decisiva, onde se destacou com 15 gols e 12 assistências em 42 jogos. Esse desempenho o levou ao Union Saint-Gilloise, atual campeão belga.
“Estou muito feliz por morar na Bélgica e jogar lá. Realizei um sonho ao disputar a Champions League. É algo surreal”, afirmou. Guilherme expressou sua gratidão pelo momento que vive e destacou seu desejo de chegar à seleção brasileira e participar da Copa do Mundo de 2030.
Ele também compartilhou sobre sua trajetória no Botafogo e a decisão de buscar novos desafios na Europa, ressaltando a importância de enfrentar obstáculos para alcançar seus objetivos. “A decisão pela Ucrânia foi difícil, mas eu acreditava no meu potencial e sabia que poderia ter novas oportunidades”, explicou.
Por fim, Guilherme destacou a importância de se adaptar ao futebol europeu e mencionou suas inspirações, como Neymar e Cristiano Ronaldo, que o motivam a seguir em frente e a evoluir como jogador.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original