Aos 30 anos, Felipe Araruna mantém uma rotina de atleta, treinando diariamente e praticando esportes como tênis. No entanto, sua carreira no futebol profissional teve um fim precoce, devido a uma série de lesões que culminaram em três cirurgias no joelho.

Araruna, que jogou sua última partida em janeiro de 2022 pelo Reading, na Inglaterra, enfrentou um longo processo de recuperação e, ao perceber que o retorno aos gramados seria difícil, decidiu direcionar sua carreira para novos projetos fora do futebol, incluindo a aplicação de inteligência artificial.

Em entrevista, ele comentou sobre o impacto emocional das lesões: “Meus últimos anos foram amargos, com muitas dificuldades em campo. O processo não é apenas físico, mas mentalmente desgastante”.

Além das cirurgias, Araruna também lidou com uma lesão no ligamento colateral medial, o que afetou sua confiança como atleta. Ao longo do tempo, ele começou a considerar oportunidades fora do esporte, buscando aprender e se reinventar.

O ex-jogador destacou a importância da educação em sua trajetória. Desde os tempos de base, ele se dedicou a sua formação acadêmica, completando uma graduação em Administração, o que lhe proporcionou uma base sólida para enfrentar o futuro.

“Minha família sempre me incentivou a estudar e a me preparar para o que viesse a seguir. Durante a pandemia, fiz um curso de investimentos e passei a me aprofundar no assunto”, afirmou Araruna.

Ele também recordou com carinho da época em que foi promovido ao time profissional do São Paulo por Rogério Ceni, com quem teve a oportunidade de trabalhar novamente no Fortaleza, conquistando títulos importantes.

Atualmente, Araruna está envolvido em um projeto que utiliza inteligência artificial para desenvolver ferramentas que auxiliem empresas nos processos de venda. Ele acredita que essa nova fase pode abrir portas para outras oportunidades, inclusive no futebol, caso surjam desafios que o motivem.

“Estou aberto a novas oportunidades e desafios. O futebol brasileiro é complexo, mas acredito que posso contribuir de alguma forma”, concluiu.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original