Após garantir a liderança do Grupo C com uma vitória sobre a Escócia, a Seleção Brasileira se prepara para enfrentar o Japão, que se classificou em segundo lugar no Grupo F, nas 16 avos de final da Copa do Mundo. O confronto está marcado para a próxima segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos.

Silvinho, ex-atacante do São Paulo e atualmente no Figueirense, conhece bem o futebol japonês, tendo atuado por duas temporadas no Albirex Niigata, na J2 League, entre 2019 e 2020. Com 51 jogos, 7 gols e 7 assistências, ele destaca a evolução que teve ao vivenciar a cultura do futebol no Japão.

O jogador de 35 anos enfatiza que a qualidade técnica dos atletas japoneses não deve ser subestimada. “Quando fui para lá, fiquei impressionado com a estrutura do clube e o nível dos jogadores. Muitas pessoas acreditam que, por estar tão longe, o Japão não tem tanta qualidade, mas isso não é verdade. Eles têm um nível técnico elevado”, afirmou Silvinho.

Ele destacou ainda que a maioria dos jogadores japoneses é ambidestra e que o trabalho técnico é realizado diariamente. “O que eles estão mostrando na Copa não é sorte, é fruto de muito trabalho”, completou.

Silvinho também compartilhou que sua experiência no Albirex Niigata foi marcada por duas realidades distintas. No primeiro ano, havia uma forte presença de jogadores brasileiros, o que facilitou sua adaptação. No segundo, a equipe passou a ter uma comissão técnica espanhola e um elenco mais diversificado.

O Japão, sob o comando do técnico Hajime Moriyasu, que está à frente da seleção desde 2018, chega ao mata-mata com uma proposta de jogo bem definida. Moriyasu, que já foi auxiliar no Albirex Niigata, tem uma carreira consolidada no futebol japonês, tendo conquistado títulos importantes.

Silvinho observa que a seriedade competitiva dos japoneses será um fator crucial no duelo contra o Brasil. “A cultura de treino deles é intensa. Eles encaram cada atividade como um treinamento sério, o que eleva o nível de exigência”, disse.

Com passagens por diversos clubes brasileiros e experiência internacional, Silvinho acredita que o jogo contra o Japão será desafiador. “Muitas pessoas pensam que será fácil, mas não será. O Japão tem jogadores que atuam em grandes ligas e isso fará a diferença”, avaliou.

O Japão se classificou para o mata-mata após empatar em 1 a 1 com a Suécia e chega ao confronto com o Brasil com confiança e um modelo de jogo bem estruturado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original